– Crônicas e Críticas; Humor e Acidez; Idéias Espinafradas por Tiago Xavier

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O Amor Acaba

Segue abaixo uma musiquinha de minha autoria. Ela é baseada em uma crônica de mesmo nome, do escritor Paulo Mendes Campos. A música eu fiz recentemente, mas a letra eu havia escrito há 14 anos, quando era um adolescente revoltado de 17 anos. Meu pai havia me visitado e esqueceu em casa um livro de crônicas do Paulo Mendes Campos. Tenho o livro até hoje. Relendo o livro, lembrei que essa crônica havia me inspirado a escrever um poema. Comecei a vasculhar  os cadernos velhos e o encontrei, escrito numa folha dobrada. Aí resolvi fazer essa música:

O AMOR ACABA (Tiago Xavier)

A sala ficou vazia de repente
E eu não me despedi na sexta feira
A sala bem vazia,
de repente, a sala fria vivia versos em prosa.

Gente boa e gente inútil
Que berrava e sorria
Mas a alma do homem é boba e vadia.
Quando olhava em seus olhos
me perdoava de todos os crimes cometidos
Meu plenos pecados, assumidos
com a culpa de um assassino.

Pois o amor acaba
e a sala fica vazia.
O amor troca o sol da manhã
pela noite fria.
O amor acaba
numa esquina, por exemplo
no meio da rua.
O amor acaba num domingo de lua.
A qualquer hora, por qualquer motivo
o amor acaba pra recomeçar mais vivo.

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POEMA SILENCIOSO

Poema Silencioso (Tiago Xavier)

berro

Imagem de Gonçalo Pena http://goncalopena2.blogspot.com.br/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um grito agudo, adormecido
Há tanto tempo
Hoje está mudo, desolado
Vive no escuro, soterrado
Um grito mudo em estado bruto.

Quase um sussurro.

Abafado no esforço diário
De contentar-se com o silêncio
Um berro preso, engasgado
Há tempos presidiário
Sinfonia dos mais íntimos segredos…